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Assim como montar um roteiro, calcular seu orçamento para uma viagem exige bastante pesquisa. Para a maioria dos destinos, os principais custos incluem documentação, passagens, hospedagem, transporte, alimentação, atrações e compras.

Se você conhece pessoas que já visitaram o destino, é útil perguntar quanto elas gastaram (se você tiver intimidade para isso), mas use a resposta apenas como uma estimativa e faça seus próprios cálculos. Por exemplo, quem já possui um visto válido para os Estados Unidos não contará esse valor como uma despesa da viagem.

No entanto, uma família de quatro pessoas que está indo pela primeira vez precisará pagar cerca de 640 dólares ao consulado americano, aproximadamente 2300 reais na cotação atual, para obter a documentação necessária. Uma pesquisa rápida no Google poderia revelar esse gasto inesperado.

Documentação

Como se legalizar na França?

Para viagens nacionais, a carteira de identidade ou a carteira de motorista é suficiente para embarcar em ônibus ou aviões.

Para viagens internacionais a países do Mercosul, a identidade também é aceita. Mesmo que esse documento não tenha uma data de validade explícita, é ideal que ele tenha uma foto atual e tenha sido emitido nos últimos dez anos. Já houve casos em que pessoas não puderam embarcar porque a cédula era considerada “muito antiga”. O valor da segunda via varia conforme o estado.

Para outros países, é necessário ter um passaporte. Atualmente, a taxa para emissão é de R$257,25 e a validade é de 10 anos. A solicitação deve ser feita pelo site da Polícia Federal.

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Dependendo do destino, pode ser necessário obter um visto, que permite a entrada no país por um período determinado. É recomendável visitar o site do consulado do país de destino para verificar se brasileiros precisam de visto, se é necessário obtê-lo com antecedência ou se ele é concedido na imigração.

Um custo frequentemente esquecido é o da vacinação. Nem todos os países exigem vacinas de brasileiros, e o site da ANVISA lista as exigências para cada destino. A vacina mais comum é a da febre amarela, disponível gratuitamente nos postos de saúde, mas outras, como a da febre tifoide, estão disponíveis apenas em redes particulares.

Passagens

Existem dois fatores a considerar ao comprar passagens aéreas: o custo da tarifa base e o preço dos adicionais, como bagagem, refeições (geralmente não incluídas em voos low-cost) e até entretenimento.

Se precisar despachar malas e isso não estiver incluído na tarifa, é melhor comprar esse serviço com antecedência para economizar. No Brasil, essa antecipação pode resultar em uma economia de até 50%.

Também verifique se é mais barato comprar os trechos separadamente ou em um único bilhete. Para voos internacionais, costuma ser mais econômico partir dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, ou do Galeão, no Rio de Janeiro, e comprar separadamente o trecho da sua cidade até uma dessas metrópoles. No entanto, tenha cuidado, pois a franquia de bagagem pode não ser válida nos voos nacionais que estão em bilhetes separados, e você pode ter que pagar pelo excesso de bagagem.

Para encontrar as melhores ofertas, recomendo usar buscadores como Skyscanner. Crie alertas para monitorar os preços e receber notificações por e-mail se houver uma queda de preço.

Outras opções para conseguir passagens com desconto são sites como Passagens Promo ou MaxMilhas.

Hospedagem

orçamento para uma viagem

Aqui é onde pode haver a maior variação entre os orçamentos de diferentes pessoas, pois há inúmeras maneiras de economizar. Você pode optar por um hotel bem localizado, com uma tarifa um pouco mais alta, mas que permitirá que você faça tudo a pé e economize com transporte. O oposto também é válido: uma localização mais barata e afastada pode ser a melhor escolha se houver uma estação de metrô próxima ou se você estiver de carro.

Alguns hotéis no Brasil e nos Estados Unidos cobram uma taxa de resort, que pode incluir desde Wi-Fi até serviços como shuttles gratuitos, cadeiras de praia e academia. Essa taxa geralmente não está incluída na tarifa inicial e muitas vezes é cobrada apenas no check-in. Leia todos os termos antes de fazer sua reserva!

Outra opção econômica, especialmente para quem viaja sozinho, é se hospedar em hostels. Diferente de hotéis, em um hostel você compartilha o quarto com outros viajantes, o que é ideal para fazer amigos e economizar. Muitos hostels também oferecem café da manhã na diária, e uma boa estratégia é comer bem para só precisar almoçar no meio da tarde ou combinar almoço e jantar em uma única refeição.

Em ambas as situações, prefiro usar o Hoteis.com para encontrar os melhores preços. Além de oferecer tarifas competitivas, garantindo acesso a descontos e outros benefícios exclusivos.

Seguro Viagem

Embora algumas pessoas considerem desnecessário, eu nunca viajo sem seguro. Em muitas ocasiões, não precisei usá-lo e pareceu um gasto “à toa”, mas já precisei de atendimento médico em diferentes partes do mundo e não precisei gastar nada do meu bolso.

E isso é algo muito importante, especialmente em países como os Estados Unidos, onde os serviços de saúde são extremamente caros. Só para chamar uma ambulância, os custos podem variar entre US$400 e US$600. O preço do atendimento médico, então, pode ser ainda maior.

Além disso, o seguro viagem oferece assistência financeira em outras situações, como perda de bagagem ou atraso e cancelamento de voos, para que você não dependa apenas da boa vontade da companhia aérea.

Para evitar que imprevistos comprometam seu orçamento durante a viagem, invista em um seguro. Os preços são bastante acessíveis (a partir de R$9 por dia para destinos internacionais) e podem economizar centenas ou até milhares de reais.

Acesse esta página para esclarecer todas as suas dúvidas sobre seguro viagem, como ele funciona, e onde encontrar um seguro confiável por um ótimo preço.

Atrações

Nesta etapa entram os ingressos para museus, shows, parques temáticos, pontos turísticos, mirantes e atividades como mergulho, snorkeling, bungee jumping ou passeios de barco. A lista vai variar conforme o destino e o quanto você planeja gastar. Não se esqueça de incluir extras, como exposições que não estão incluídas no ingresso padrão!

Se o orçamento estiver apertado, recomendo procurar listas de atrações gratuitas! Aqui no blog, já escrevi sobre passeios gratuitos em Los Angeles e algumas opções grátis ou bem baratas em Nova York.

Outra dica é programar essas atividades para os dias em que oferecem descontos. O Museu do Louvre, por exemplo, tem entrada gratuita a partir das seis horas da tarde nas sextas-feiras. O mesmo acontece às terças-feiras no MASP.

Se você preferir tours guiados em português, sugiro contratar os serviços da Hellotickets! Além de várias opções, os preços são ótimos e é possível pagar com boleto bancário ou em até seis parcelas no cartão de crédito. O site também vende ingressos para as principais atrações ao redor do mundo!

Transporte

Aqui você precisa decidir se vai utilizar transporte público, serviços como Uber ou alugar um carro para se locomover no destino.

Se optar pelo transporte público, o ideal é calcular o gasto diário. Duas passagens para ir e voltar? Três, caso vá direto de uma atração a outra? Há algum cartão de transporte que pode economizar e permitir transferências entre metrô e ônibus gratuitamente? Qual é o custo desse cartão?

Para descobrir como se deslocar da sua hospedagem até as atrações usando transporte público, recomendo utilizar o Google Maps! Aproveite para conferir o post que explica como funciona o Google Maps.

Se for usar Uber, Cabify ou outros aplicativos, você pode obter uma estimativa do valor da corrida online. Lembre-se que, em apps com tarifa dinâmica, os preços podem variar bastante em dias de shows ou eventos.

Por fim, se decidir alugar um carro, leve em conta quatro despesas: aluguel do veículo, estacionamento nas atrações e no hotel, pedágios e gasolina. Muitas pessoas calculam apenas o valor da diária e esquecem desses outros custos. Na Disney, por exemplo, o estacionamento em cada parque custa US$20 por dia (quase R$500 na cotação atual se visitar os seis principais parques), e alguns hotéis da região também cobram pelo uso da garagem.

Se estacionar na rua, verifique se é permitido, ou você pode acabar com o carro guinchado e uma multa. Pesquise também como funcionam os parquímetros no seu destino e esteja preparado para pagar na moeda local.

Para encontrar a melhor tarifa no aluguel de carro, recomendo a Rentcars. A empresa compara preços entre as principais locadoras, como Hertz e Alamo, e você pode pagar em reais, sem taxa de IOF, e em até 12x no cartão de crédito!

Internet

Londres - Viaje Conectado

Você pode até pensar que não precisa de internet durante uma viagem ou que esse é um gasto desnecessário, mas recomendo fortemente adquirir um chip de viagem. Com ele, você estará conectado o tempo todo, inclusive nas ruas, restaurantes e atrações.

Com acesso à internet, você pode usar aplicativos como o Google Maps para se orientar e encontrar direções (funcionando até melhor e mais barato que alugar um GPS), acessar redes sociais e comunicar-se com amigos e familiares para informar que está tudo bem.

Os preços variam conforme a empresa e a duração da sua viagem. Minha recomendação é a viaje Conectado, que possui excelentes planos e preços para viagens internacionais!

Alimentação

Aqui, o ideal é calcular quanto você gastará com café da manhã, almoço, jantar e lanches intermediários. Muitos restaurantes disponibilizam o cardápio online em seus sites ou no app Foursquare, permitindo uma estimativa dos preços. Não se esqueça de incluir as gorjetas, pois em muitos países elas constituem uma parte significativa do salário dos funcionários.

Para economizar, considere comprar itens no supermercado, como pão e manteiga de amendoim, para preparar seu próprio café da manhã e até almoço ou jantar. Essa opção é ótima para quem se hospeda em apartamentos pelo Airbnb ou em hostels com cozinha compartilhada. Mesmo um frigobar no quarto de hotel pode ser útil. Em vez de comprar salgados ou outros lanches menores na rua, também é possível comprá-los no mercado, onde serão muito mais baratos.

Se optar por essa forma de economizar, vale a pena verificar os sites das mercearias locais para ter uma ideia dos custos das refeições “feitas em casa”.

Compras e lembrancinhas

Por último, é recomendável reservar uma parte do seu orçamento para compras e lembranças. No caso das lembranças, você pode estabelecer um limite máximo para cada familiar ou amigo, e depois ver o que mais lhe agrada durante a viagem.

Para as compras pessoais, é aconselhável pesquisar os preços dos itens que você já planeja adquirir, como eletrônicos, acessórios, roupas ou produtos de beleza. No caso dos Estados Unidos, costumo buscar na Amazon, que oferece uma ampla variedade de produtos, e ainda posso solicitar a entrega direta no meu hotel!

Ao comprar produtos que também são vendidos no Brasil, é importante comparar os preços convertidos em reais para avaliar se a compra é realmente vantajosa. Além disso, é essencial estar ciente da cota de isenção de US$500 por pessoa ao entrar no Brasil por via aérea. Caso precise declarar seus bens, a taxa é de 50% do valor que exceder essa cota. Para mais informações, consulte o site da Receita Federal.

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